Barulho o terror vertical

Ele é o principal motivo de discussões e reclamações em condomínios. Há diversos tipos: barulho de festas, de bagunças de crianças nas áreas comuns em horários proibidos, dentro dos apartamentos durante o dia todo e até mesmo durante a noite tirando nosso sono.

Muitas vezes lidar com essas situações pode se tornar uma grande dor de cabeça, pois todas as partes acham que tem razão e o problema cresce demais e fica realmente sem solução. Por isso, que há a lei silêncio.

Afinal o que diz a lei do silêncio em condomínios?

Ao contrário do que muitos pensam, não existe propriamente uma lei editada pelo legislativo, denominada “Lei do Silêncio. ”

Cabe a cada condomínio estabelecer as regras a serem seguidas por seus moradores por meio de uma “lei do silêncio”.

Existe um senso comum de que só é permitido fazer barulho até as 22 horas, mas nem sempre é possível contar com o bom senso dos moradores. Para evitar conflitos é necessário uma convenção para determinar o regulamento interno; neste documento, é possível estabelecer regras para horários de festas, realizar mudanças, arrastar móveis, utilizar instrumentos musicais, entre     outras atividades que possam gerar barulho e incomodar outros condôminos.

                                     Como lidar com os conflitos?

Morar em condomínio pressupõe conviver com o outro e conviver não é fácil mesmo. Alguns apartamentos têm isolamento acústico sofrível, o que piora muito a situação. É preciso ter em mente que as pessoas vivem dentro dos seus apartamentos e viver faz barulho, não tem jeito!

Guarde as suas reclamações para situações realmente perturbadoras, se você reclama sempre, sua reclamação cai em descrédito e mesmo quando você tiver razão, ninguém te dará ouvidos.

Negocie, procure seu vizinho e exponha o seu ponto de vista, nessa hora brigas e ameaças são as piores alternativas. Uma conversa franca pode ajudar.

Registre os eventos toda vez que seu vizinho exagerar no livro de ocorrências do condomínio; reúna fatos concretos que ajudem a comprovar este abuso. Se o barulho for realmente perturbador, outros apartamentos também vão ouvir e registrar, com estes dados o Síndico terá bons argumentos para produzir uma advertência ou uma multa para a unidade.

Fonte: Estadão, Sindiconet  e TownSQ