pára-raios

O Brasil é um dos países com maior incidência de raios no mundo: cerca de 70 milhões de ocorrências por ano, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A cidade de São Paulo já chegou a registrar a queda de 7,6 mil raios em um único dia. É claro que, no período de chuvas, a intensidade aumenta, e, como diz o ditado popular “;e melhor prevenir do que remediar.

A parte do edifício que deve receber um cuidado especial é o topo. O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) – o pára-raio – é um de seus principais equipamentos.

Todo sistema de pára-raios deve operar dentro da norma NBR-5419/ 01, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Essa norma prevê dois tipos de sistemas de pára-raios, o Franklin e a Gaiola de Faraday. Para proteção adequada, no caso de edifícios com mais de 20 metros de altura, recomenda-se a instalação dos dois sistemas, que trabalharão conjuntamente na proteção do condomínio.

Quando o sistema é instalado, o condomínio deve receber a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), emitida pelo engenheiro responsável, o projeto do sistema e um relatório técnico da instalação. A ART é renovada anualmente, a cada manutenção. Para fazer essa manutenção anual, a empresa especializada avalia as condições das hastes, se estão esticadas ou não e se os isoladores estão bem fixados à estrutura. Ela também avalia a resistência de aterramento, para verificação das condições gerais do sistema, a chamada “medição ôhmica. Através da medição ôhmica, o técnico verifica se a descarga está ocorrendo corretamente.

É fundamental também que todos os elementos metálicos que se encontram na cobertura e que podem funcionar como captação de eletricidade sejam aterrados ao sistema de proteção (tampas de caixas d’água, porta de metal, antenas de TV, grades de proteção, etc).

Quando um raio atinge um edifício protegido, a descarga elétrica percorre o pára-raio, atinge o sistema de cabos e segue até chegar no solo. Porém, sem a proteção ou com um projeto inadequado ou com defeito, o raio pode danificar a estrutura do edifício e percorrer as instalações elétricas, além do risco que correm os condôminos que por ventura estejam circulando nas áreas comuns na hora da descarga.

Todo edifício deve ter o Sistema instalado. Se o seu condomínio possui o sistema, porém não tem certeza se opera dentro das normas corretas, o ideal é contratar a vistoria de um engenheiro eletricista para a elaboração do laudo correspondente e, se for o caso, desenvolver um novo projeto.