Início de temporada de chuvas indica atenção redobrada ao funcionamento dos para-raios em condomínios

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O Brasil é um dos países com maior incidência de raios no mundo: cerca de 70 milhões de ocorrências por ano, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Somente São Paulo registrou a queda de 7,6 mil raios em um único dia. A intensidade é maior no período de chuvas, por isso, é importante saber como se proteger desse risco.

O topo dos edifícios, que nem sempre recebe atenção suficiente, é uma área que necessita de cuidado especial, sendo o pára-raio, ou Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), um de seus principais equipamentos.

Sem a proteção ou com um projeto inadequado ou defeituoso, a descarga pode danificar a estrutura do edifício e percorrer as instalações elétricas, danificando equipamentos. Sem contar com o risco iminente a que estão expostos os condôminos que estiverem circulando pelas áreas comuns no momento da queda do raio.

Se o seu condomínio possui o sistema, porém não tem certeza se opera dentro das normas corretas determinadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o ideal é contratar a vistoria de um engenheiro eletricista para a elaboração do laudo correspondente e, se for o caso, desenvolver um novo projeto.

Quando o sistema é instalado, o condomínio deve receber a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), emitida pelo engenheiro responsável, o projeto do sistema e um relatório técnico da instalação. A ART é renovada anualmente, a cada manutenção.

Existem dois tipos de sistemas de pára-raios mais usados: o Franklin e a Gaiola de Faraday. Para proteção adequada, no caso de edifícios com mais de 20 metros de altura, recomenda-se a instalação dos dois sistemas, que trabalharão conjuntamente na proteção do condomínio.

É fundamental também que todos os elementos metálicos da cobertura que podem funcionar como captação de eletricidade, como tampas de caixas d’água, porta de metal, antenas de TV, grades de proteção, entre outros, sejam aterrados ao sistema de proteção.

Prevenção é a melhor solução!